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  • Manuela Paraíso

Ancas melhores | Breeding better hips


Passaram cinco anos desde que retomámos o nosso trabalho de criação e melhoramento do Cão da Serra da Estrela, com resultados muito animadores. Um dos aspectos a que dedicamos maior atenção é a saúde, realizando rastreios sistemáticos de três problemas comuns na raça (displasias da anca e do cotovelo e cardiomiopatia dilatada). A realização de despistes precoces da displasia da anca ao maior número possível de cachorros por nós criados tem-nos fornecido informação preciosa sobre a carga genética dos nossos reprodutores e permitido melhorar consideravelmente a qualidade das ancas. Uma breve estatística dos resultados obtidos desde 2014 indica que, dos 46% de cães radiografados, 81,8% têm ancas normais ou quase normais, 15,1% têm displasia ligeira e 3,1% displasia moderada, não tendo sido registado nenhum caso de displasia grave. Nos últimos 2 anos, a estatística é ainda mais favorável: 65,2% dos cães criados por nós foram radiografados, dos quais 83,4% têm ancas normais ou quase, 16,6% têm displasia ligeira, não havendo registo de exemplares com displasia moderada nem grave.

Estes bons resultados têm sido obtidos mesmo quando, ocasionalmente e com os devidos cuidados (como a elaboração de pedigrees genéticos para avaliação do valor reprodutivo estimado dos exemplares e a criteriosa escolha dos acasalamentos) fazemos ninhadas de cães com alguma displasia. Mesmo nesses casos, a taxa de sucesso tem sido muito elevada, conseguindo que todos os descendentes tenham ancas melhores e muitos deles tenham ancas normais, permitindo assim preservar linhagens com outras características excelentes (estratégia importante dada a pouca diversidade genética nas linhas da canicultura e a existência de outros problemas de saúde, como a muito mais grave cardiomiopatia dilatada).

A orientação do nosso trabalho faz-nos prever que a tendência para melhorar estes resultados se mantenha ou até aumente, o que, caso se verifique, confirmará a eficácia do nosso programa de controlo da displasia da anca.

Five years have passed since we resumed our work of breeding and improving the Estrela Mountain Dog, with very encouraging results. One of the aspects we focus on is health, with systematic screenings of three common problems in the breed (hip and elbow dysplasias and dilated cardiomyopathy). Early screening the hips to many dogs we bred has provided us with valuable information about the genetic load of our breeding stock and allowed a considerable improvement in the quality of the hips. A brief statistic of the results obtained since 2013 indicates that of the 46% of x-rayed dogs, 81.8% have normal or near normal hips, 15.1% have mild dysplasia and 3.1% moderate dysplasia, with no cases of severe dysplasia. In the last 2 years, the statistics are even better: 65.2% of the dogs that were bred by us were X-rayed, of which 83.4% had normal to almost normal hips and 16.6% had mild dysplasia, with no cases of moderate or severe dysplasia.

These good results have been obtained even when, occasionally and with due care (such as the elaboration of genetic pedigrees to evaluate the estimated breeding value of the dogs and the careful selection of matings) we breed dogs with some dysplasia. Even in these cases, the success rate has been very high, resulting in that all offspring have better hips and many of them have normal hips, thus preserving bloodlines with other excellent traits (an important strategy given the low genetic diversity in breeders' lines and the existence of other health problems, such as the lethal dilated cardiomyopathy).

The orientation of our work makes us expect that the tendency to improve these results will continue or even increase, which, if it does, will confirm the effectiveness of our hip dysplasia control program.

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